
A muito, tenho vontade...
Já dizia Vinícius, "agente não faz amigos, reconhece-os..."
Mas, e quanto aquelas pessoas que são mais que isso?
Como diagnosticar um vício que não se conhece, mas que consome a ânsia do simples fato de não ter aquilo que eu sei que tenho. É, o sentimento de posse é meu, mas sei que também existe no lado de lá, e embora todo espaço já esteja lotado nessa convivência, sempre tem espaço para mais. Mais um, mais uma, mais eu, mas sempre e sempre, mais ela. Pois ela é a única coisa que me conforta quando nada mais me veste. Os outros diriam que Platão já havia nomeado esse calvário, mas a cada dia me surpeendo com a intensidade do poder de analgesia que essa criatura me proporciona ao resto do mundo. Por que meu mundo é dela, pelo menos por alguns minutos do dia, e de tempos em tempos. Infelizmente, não posso com isso todo dia, não porque não quero. Eu daria todos meus dias, me dedicando exclusivamente, a escutar, ou melhor, a ler, o que ela tem a me dizer. E que não soe como uma dedicação. Não, não. Existem sentimentos maiores.

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