terça-feira, 18 de novembro de 2008

Paradoxal e momentânio.


Sábias palavras ecoavam do ponto mais obscuro da minha triste produtiva besta.
Estes dias claros negros, semeam ainda mais o desejo oblíquio da alegria.
Elas já não me consumiam mais, como antes tudo acontecia.
Não sei se poderia se tratar novamente da inflamação do ego ferido, mas que antes fosse.
Antes, que somente caiba a mim, apontar e seguir a continuação da engrenagem.
Antes, que os meus deilírios, como tal, sejam somente refletidos a mim, e não uma imagem.
Antes que todos iluminem suas incertezas, e eu continue vendo a luz sem fazer nada.
Antes que meus olhos caiam, eu continuo cego, gritando ao mundo com a boca fechada.
Antes que eu esteja amando, mesmo que a pessoa errada.

sábado, 15 de novembro de 2008

O mundo distante aos meus olhos.


Ontem, eu era. De repente, toda minha gana contínua do saber, deu lugar ao comôdo senso de saciadade famita. Nostálgicos, os dias não prometem muito à minha falta de postura pela covardia que me apontará a menos de poucas horas atrás. Inseguro, caminho firme sedento de algo a que me segurar, mas livre sobretudo para mudar aonde e a quem julgar ser um porto seguro.
O que me consome, não é o monótono martírio do comodismo, mas sim a falta total de prespectiva de busca, que normalmente se considera um "objetivo".
Talvez seja minha a culpa, e provavelmente seja mesmo.
Caminho ao lado da acasualidade, esta que sempre me surpreende de forma sempre também curiosa, hora sim, hora não, sempre essa quebra o gelo quente do dia a dia. Não se trata de quantas vezes se é bofetado, mas sim de quantas vezes se põe a cara a tapa. E isso já sou quase um mestre nessa arte.
Do mais, desejo a todos, o mesmo. Desejo um simples momento de auto- reflexão.
Não desejando algo ruim, mas que dure um dia, tempo suficiente para revermos aquilo que realmente esperamos quanto ao que a vida nos aguarda.
E sinceramente, ainda não cheguei a conclusão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A quem se conspira, ao mundo reflita.


A quem se conspira, o mundo reflita não só a recipridade do ato, mas toda a covardia do sincretismo que sustenta o mecanismo da ação reação. Conspirar meus amigos, não resume somente na conduta, mas sim no auto-controle emocional quanto ao costume alheio. A quem conspira, seja a menos discreto, não permitindo ao mundo o julgamento imediato. Conspirar não se limita.
Conspirar não se emprega ao dizeres do quem, quando e onde. Conspirar não se exclúi o ideal de paz e amor que todos nos desajamos a todos. Os valores que antes eram não eram sinceros, hoje
continuam não sendo, de proporção ainda maior. Conspirar se resume então no simples fato de se importar com a vida alheia? Sim... Ou talvez não? Saberia eu responder-lhes?
Sinceramente conspiro contra muitos, mas nada que não lhes seja justo disso. Então, conspirar
ao espelho significa o mesmo? Provavelmente...

Bem amigos, em fim ao mundo chego.